FALCÃO, Adriana. A Máquina. Rio de Janeiro: Objetiva, 1999. 128 p.; 21 cm.
Convenções:
p. - número da página
/ - simples separação antes de outra citação, sem
ligação de sentido, na mesma página
// - parágrafo dentro da citação
[...] supressão de palavras ou frases para reduzir a citação
sem perder o sentido
[ ] outros comentários ou definições do anotador das citações
Citações...
p. 9
"Lá de onde Antônio vem é longe que só a gota.
Longe que só a gota pra trás, o que é muito mais longe
que só a gota do que longe que só a gota pros lados. Pois vir
de longe pros lados é vir de longe no espaço, lonjura besta que
qualquer bicho alado derrota. Já vir de longe pra trás é
vir de longe no tempo, lonjura que pra ficar desimpossível demora."
p. 9 a 10
"era tanta coisa acontecendo que nem sei se vai dar pra contar tudo. Tomara
que ninguém se tome por esquecido, pois a história que aqui vai
ser contada tem de todas um pedaço, mas tem também uns pedaços
que ficaram perdidos no caminho do tempo."
p. 10
"E lá o tempo passava diferente. Era uma coisa agora, com um pouco
já era outra e logo depois não era mais essa. Era aquela. O tempo
de Antônio passava rápido demais."
p. 10 a 11
"há mais tempo, bilhões de anos atrás, quando o mundo
foi criado. Tudo era uma seca só. Não tinha terra, não
tinha céu, não tinha bicho, não tinha gente, não
tinha nada. Era só o breu. Aí Deus foi ficando meio enjoado e
resolveu criar o mundo. Ele pensou assim, vê que besteira a minha, por
que é que vai ficar tudo sem nada se eu posso inventar o que eu quiser?
Então saiu inventando."
p. 12
"No começo a terra só servia para isso. Para ficar embaixo
do céu e em cima do inferno. Mas aí Deus pensou assim, agora,
que tem a terra, eu tenho que inventar gente pra botar lá. Foi aí
que ele inventou a vida. E no que inventou a vida já inventou a morte
junto, pois tudo que é vivo, morre."
p. 15
"Diz-se que ele soprou e apareceu Adão e que da costela de Adão
ele fez Eva. Ficaram dois. E ficaram os dois lá, só eles, e o
tempo não passava. Naquele tempo Deus ainda não tinha inventado
o tempo. Era tudo misturado, o antes, o agora, o depois, ficava tudo ali no
meio. Até que um dia Adão pensou, ô, meu Deus do céu,
isso não acaba nunca não, é? Por sorte, Deus teve a idéia
de inventar o dia e a noite que era para o tempo passar."
p. 16 a 17
"Deus fez o verbo. Verbo é como se chamam as palavras. E como para
cada palavra tinha que ter uma coisa, ele teve que inventar um monte de coisa
para poder ficar uma coisa para cada palavra. Era coisa que não acabava
mais. E os homens acharam pouco e se botaram a inventar mais coisa ainda."
p. 17
"tudo que aconteceu só aconteceu para um dia o tempo chegar no tempo
dele. E só depois achou de acontecer mais um pouco para um dia chegar
no tempo de agora."
p. 18
"O que é que a pessoa ia fazer num lugar que não tinha nada
para fazer? Mas quem fazia o caminho inverso contava para os outros o quanto
tinha andado e então se deduzia que se o caminho de saída era
um, o caminho de chegada só podia ser o mesmo."
p. 19 a 20
"pedia por costume, por insistência, porque se deixasse de pedir
Deus podia esquecer que eles existiam, motivo é que não lhe faltava."
p. 20
"Era tanta gente indo embora que o povo até se acostumou com os
vazios que ficavam e iam tomando conta da cidade, apagando cheiros, transformando
em memória frases, olhares, gestos, e a cara daqueles que não
tinham retrato."
p. 21
"O motivo escrito quase sempre era um arremedo do verdadeiro e tinha mais
por serventia consolar o destinatário do que dar a se entender o remetente,
pois como é que se explica, diga mesmo, que o motivo de ir embora era
só o nada?"
p. 27
"As madrugadas de Nordestina andavam necessitadas de sonhos."
/
"O tempo andava espaçoso por não ter quem lhe interrompesse
em momento importante."
p. 28
"De tanto se ocupar com a demora do tempo, acabou por ganhar intimidade
com ele. Ficaram amigos. Mesmo assim, Antônio tinha que espremer a besteira
até onde dava, para ajudar o tempo a passar"
p. 29
"Procurava-se resposta para pergunta mais para levar as dúvidas
a passeio do que para chegar a alguma conclusão."
p. 30
"Não sendo pessoa importante, nunca se atrasava."
p. 31
"eles faziam as historinhas tão bem-feitas que quem olhasse assim
pensava que a finalidade era essa e não aquela."
/
"entre um estamos apresentando e um voltamos a apresentar, [...] nasceu"
p. 32
"Um personagem que não sou eu vai usar a minha boca pra beijar um
personagem que usa a sua boca mas não é você. Eu tenho que
sentir o personagem aqui dentro, sentir o amor dele, ter vontade por ele, mas
na horinha mesmo eu tenho que deixar de ser ele e voltar a ser eu pra poder
me lembrar que esse é um beijo de novela e quem está beijando
não sou eu, é ele."
p. 33
"que eu te amo eu decorei faz tempo, Karina, que tu é Guadalupe
é que não tem jeito de eu decorar."
/
"Só não confessou porque não era com aquelas palavras
que havia de dizer coisa tão importante. Passou então a procurar
entre as palavras importantes a mais parecida com aquela coisa lá que
ele queria dizer."
p. 34
"que idéia de jerico se inventar um negócio que só
dá trabalho de aprender para nunca ter o prazer de fazer uso."
p. 34 a 35
"Com tanta palavra que existia e não havia uma que servisse para
dizer o que Antônio sentia por Karina."
p. 35
"Clipe era um filmezinho que você via mas não precisava entender."
p. 36
"O pedaço em que aparecia uma vaca pastando era da maior importância
para a não compreensão daquela aparição"
p. 37
"é impressionante como os números ímpares são
muito mas tristes do que os pares."
p. 38
"Era como se estivesse por nascer uma maneira de convencer Karina daquilo
que não tinha nome, não tinha forma, não tinha jeito, não
tinha espaço."
p. 41
"seu coração disse pra sua cabeça, vá, e sua
cabeça disse pra sua coragem, vou, e sua coragem respondeu, vou nada,
mas sua boca não ouviu e beijou"
p. 42
"Daí pra frente se sucederam muitas noites de festa e muitas outras
de desgraça tanto no coração dele como no dela, pois a
graça do amor é justamente esse emperrado. Quer, não quer,
pode, não pode, quer mas não pode, pode mas não quer, um
passa a querer no que o outro desquer e esse só vai querer novamente
com a desquerência do outro."
p. 43
"Um negócio que só tem vantagem, uma atrás da outra,
e bastam apenas dois para senti-lo, mais nada, podia existir coisa melhor na
vida?"
p. 44
"quando todos os pedaços dos dois, sem faltar nenhum, se ajeitaram
num mesmo espaço, e as duas bocas, enquanto separadas, murmuraram bobagens
importantíssimas, e os dois pensamentos conheceram juntos lugares que
não existem"
p. 45
"Lá no fundo é claro que ele sabia que aquilo era muita da
enganação com ela que, mais cedo ou mais tarde, ia terminar descobrindo
o lógico:"
p. 46
"Se eu soubesse como era, não pedia. Eu mesma ia lá e tirava."
p. 48
"ela se referia [...] à falta de vontade das pedras. Karina achava
que era só pedra querer que voava. Karina achava, aliás, que o
querer de tudo era assim que nem o dela, irrecusável."
p. 52
"desprezo é quando a importância da pessoa escapole do pensamento
da gente por conta própria, Antônio. Eu tou tangendo tua presença
da minha cabeça mas é só pra facilitar o cabimento de muitas
outras coisas."
/
"Chorou até a vontade de chorar secar por completo, deixando no
lugar onde estava, bem no meio do peito, um vazio que vagamente incomodava."
p. 55
"Se tivesse dormido teria sonhado com certeza sonhos dificilmente contáveis
dada à falta de sentido e ao excesso de detalhe"
/
"sem razão nenhuma aparente para isso, a não ser o propósito
de adiar o daqui a pouco mais um tanto."
p. 57
"Era assim que Antônio se sentia. Como alguém que tivesse
em sua frente um único pão e milhares de morta-fomes em sua volta,
ô solução complicadinha essa, só mesmo Cristo, e,
mesmo ele, só fazendo milagre."
p. 59
"Buscar é uma coisa, trazer é outra, mas isso era só
um detalhe. Podia pensar no caminho. E lá se foi ele."
p. 60
"tinha habilidade para tanta coisa que ficava difícil escolher uma
só. Ninguém assobiava e chupava cana ao mesmo tempo melhor que
ele, por exemplo."
p. 61
"Tinha extrema facilidade de se transformar em muitos, apenas quando fosse
necessário, mas evitava de fazê-lo senão nunca mais ia ter
sossego, ô povinho pra pedir favor era aquele."
/
"Podia visitar o passado e o futuro, se quisesse, já que era amigo
do tempo, e só não tinha visitado ainda por falta de carecer,
pois isso era coisa sem utilidade."
p. 65
"Ficou incrível com aquelas luzinhas todas, elas deviam ter treinado
muito pra toda vez acender uma, justo quando a outra apagava."
p. 66
"Se fosse o caso de ficar ali comentando o que via, era só botar
um inclusive no final da frase, engatar um assunto no outro, e teria conversa
pro resto da vida."
p. 68
"O único problema era sua falta de experiência no assunto,
mas para tudo tem que ter uma primeira vez, e então Antônio resolveu
que era aquilo que ele faria, não tinha o menor motivo para não
ser, não havia como dar pra trás, era aquilo mesmo, inclusive
porque outra coisa não era, estava decidido"
p. 74
"pra deseninhar as tripas, uma por uma, como se fosse um novelo"
p. 75
"até o finalzinho, aquela hora em que a pessoa pensa com ela mesma,
e agora, hein? Então não pensa mais nada e acabou-se."
/
"Dito isso, e não tendo mais nada para dizer, voltou para Nordestina
com a finalidade de inventar a máquina de sua própria morte e
construí-la com suas próprias mãos, mesmo sabendo que não
ia precisar dela."
p. 76
"No que avistou a cidade, [...] concluiu dois pensamentos. Um era que ninguém
sabia como Nordestina era bonita daquele ângulo. O outro era que agora
todo mundo ia ficar sabendo."
/
"Chegou cansado, mais pelo que ainda tinha de fazer do que pelo tanto que
já tinha feito, com o peso da responsabilidade pesando em cima de sua
cabeça, e o medo e a certeza travando um duelo lá dentro."
p. 78
"A falta de Antônio tinha ensinado Karina a conhecer melhor a diferença
entre querer muito e querer somente."
/
"Como é coisa do amor sossegar, os dois foram se acalmando aos poucos,
perdendo a pressa, descolando os pedaços um do outro, por partes."
p. 82
"E era tanta palavra pelo mundo contando o que estava acontecendo, palavra
francesa, japonesa e italiana, que não sobrava palavra nenhuma para se
comentar outro assunto."
p. 84 a 85
"Medo da morte é coisa que não tenho. Já olhei nos
olhos dela, já conheci seus no entanto, já discordei de suas idéias,
já lhe expliquei, ponto por ponto, cada uma de minhas crenças.
Nem estou atrás de desavença nem é nada pessoal não.
Nada contra ela. Mas esse jeito de se chegar assim, toda se chegando, se fazendo
de bondosa para enganar o sujeito, isso é coisa de gente com duas caras.
Como a morte não é gente e só é uma, não
entramos em acordo."
p. 85 a 86
"Medo da morte, é? É medo da morte? Tenho não, graças
a Deus. Graças a Deus e a meus dois pés que no que viram ela deram
pra dançar sem nunca ter aprendido. E ela doida vindo pra mim, e eu doido
me indo dela, e quanto mais eu dançava, mais cansada ela ficava, botava
os bofes para fora, até que bateu quatro horas e bateu a preguiça
junto. Nela, é claro, que quem já viu homem apaixonado preguiçoso?
O dia raiou e eu dançando. O tempo passou e eu vivendo. Quando minha
hora chegar eu vou com ela. Mas ela vai ter que aprender a dançar forró
primeiro."
p. 87 a 88
"verso ligeiro, coisa pouca, conversa para três dias somente. Mas
deixe que tomei gosto pelo troço, embalei-me no improviso, e mês
e meio depois ela abriu a boca primeiro, mas só foi cochilar depois de
dois anos. Conversa vai, conversa vem, quinze anos se passaram e me deu vontade
de cantar. Sabe vontade? Uma musiquinha só, coisinha besta, mas a morte
disse, espere. Eu vou ali adiantar um servicinho e outro dia venho. // Ainda
hoje todo dia eu canto, pro caso dela passar por perto. Pois se tem coisa que
morte não se agrada é de cantoria, alegria e verso, de riso, de
boniteza, de conversa de menino, tampouco da cor amarela."
p. 88
"ia para outro tempo enquanto o povo todo desconfiava que era para o outro
mundo que ele ia"
p. 88 a 89
"Claro que não cabia na compreensão de ninguém, como
é que Antônio diz que vai pra outro tempo se essa máquina
não sai do canto, e ele até se irritava, isso aí é
a máquina da morte, eu é que sou a máquina do tempo. Mas
o povo duvidava: e é, é? Desde quando?"
p. 90
"se fosse parar de fazer seu serviço para ficar vendo invenção
de Antônio, não fazia outra coisa na vida."
p. 91
"Se pudesse divulgar o que estava sentindo, sem trazer inquietação
ao coração de Karina, talvez Antônio tivesse confessado
ali mesmo, pro mundo todo ouvir, que estava com um medo desgraçado, sabe
o verbo medo? Mas não parecia."
p. 95 a 96
"No que o tempo se danou a passar desatinado por ele, só por ele,
logo por ele que demorava a entender as coisas direito, Antônio tentou
rezar a Ave-Maria mas não conseguia chegar no agora e na hora de nossa
morte, Amém, em parte porque estava doidinho das idéias, em parte
porque não sabia mais se agora era agora mesmo, se era a hora da sua
morte, Amém, ou se não era. Foi então que percebeu que
não era o tempo que estava passando danado por ele, ele é que
estava danado passando pelo tempo, como quem olha pela janela de um ônibus
que está correndo para frente, e por um segundo apenas, um cochilo, um
nó no entendimento ou coisa parecida, tem a impressão de que o
ônibus está parado e é a estrada que está correndo
para trás."
p. 96
"A isso se devia dar um nome difícil, mas o nome não importava,
importava a comparação."
p. 97
"E se agora não era mais agora, pelo menos não era o agora
que ele conhecia, nem era a hora da sua morte, Amém, se agora era outro
tempo, bem ali, na sua frente, que tempo era esse, ora essa?
p. 103
"Do jeito que vinha embalado, parou de vez, assim, sem nenhum aviso, estremecendo
todas as idéias do juízo, e o exato momento de sua volta no tempo
coincidiu com o exato momento de sua ida."
p. 105
"Repare mesmo que azar o de Antônio. O instante em que ele saiu colou
com o instante em que ele chegou, sem nem uma brecha no meio. Quem olhava pra
ele pensou que ele tinha estado o tempo todo ali, mas é claro, e o mundo
inteiro duvidou que Antônio tinha ido ao futuro mesmo."
p. 106
"sustentou que foi ao futuro de fato mas se atrapalhou um pouco no caminho
da volta, por isso regressou no mesmo instante em que tinha partido, por pura
infelicidade, e esse era o motivo dessa confusão toda."
p. 108
"Uma prova indiscutível, [...] com o único defeito que só
ia servir dali a muito tempo. Paciência."
p. 109
"Anunciou que no futuro medo tinha virado lenda, falta tinha virado sobra,
Nordestina tinha virado livro, palavra tinha virado fato e alegria tinha virado
moda."
p. 111
"Dona Nazaré foi a única que não quis saber o seu
destino, "se ele quisesse que eu o conhecesse, se apresentava mais cedo",
e toda vez que tocavam no assunto tapava os ouvidos e saía cantando."
p. 111 a 113
"O tempo foi passando no seu próprio tempo, seis meses, um ano,
dez anos, e deu de acontecer algo muito interessante. Mesmo duvidando que aquilo
fosse verdade, o povo se agradou tanto das histórias que pôs-se
a copiar as idéias de Antônio. // Cada um foi arrumando sua própria
vida de acordo com o que ele contava [...] Foram, bem aos pouquinhos, fazendo
o mundo ficar assim, ficar assado, justo como Antônio dizia, até
que foi ficando igualzinho. [...] não se falava em outra coisa no mundo
e não havia quem tomasse decisão nenhuma sem ouvir o Antônio
primeiro. // quanto mais o tempo passava, mais o mundo se parecia com o que
Antônio contava. Virou contador, Antônio, quem diria?"
p. 115
"Karina foi aprendendo de cor e salteado as histórias de Antônio.
Foi não foi, chegava até a florear umas passagens, não
foi assim que aconteceu, Antônio, tá lembrado não que foi
de outro modo?, vá entender por que mulher gosta tanto de corrigir o
homem."
/
"Com o passar do tempo os dois foram usando cada vez menos pontos de interrogação
em suas conversas e, por falta de ainda ter o que explicar, gastaram todos os
entre parênteses."
p. 116
"Se ela queria, ele inventava, se ele inventava, ela queria, e nessa levada
nem sentiam o tempo passar, ou então era o tempo que fazia o favor de
passar despercebido por eles para jamais tornar os dias repetitivos."
p. 117 a 118
"Fiquei aqui lembrando dos detalhes daquele dia, há vinte e cinco
anos, seis meses e dezessete dias exatos atrás, quando cheguei aqui,
vindo lá do tempo que era meu naquele tempo, e encontrei tudo assim,
coisa por coisa. // Veja só que vai e vem, cada coisa que vi naquele
dia virou palavra que contei, para depois então ir virando coisa outra
vez, até ficar tudo de novo cada coisa no seu canto, que nem assim como
está agora. Deve ser bem por esse motivo que há quem ache que
tem que se dar tempo ao tempo, eita povinho pra gostar de achar, esse."
p. 119 a 120
"De vez em quando passa aqui na minha frente, assim como quem não
quer nada, querendo, talvez, elogio. Queria eu que todo querer seu fosse fácil
desse jeito."
p. 120
"E como cada palavra é sempre a última palavra, antes da
próxima, e as próximas palavras é o tempo que vai dizer
daqui pra frente, eu [...] vou ficando por aqui mesmo."
/
"Mais não posso contar, em parte porque só sei contar até
aqui, em parte porque tenho que ir ali sossegar o coração"
Seleção de citações: Eduardo Loureiro Jr., fevereiro de 2000